Matheus Leitão

Imagem da matéria: Pesquisas prometeram mudar métodos, mas erraram de novo com um Bolsonaro
Imagem da matéria: Pesquisas prometeram mudar métodos, mas erraram de novo com um Bolsonaro · Imagem: Source: www.metropoles.com

Datafolha, Quaest e Atlas apontavam Lula à frente no primeiro turno. Arrancada final de Flávio é uma hipótese para explicar o resultado

Pesquisas prometeram mudar métodos, mas erraram de novo com um Bolsonaro
Pesquisas prometeram mudar métodos, mas erraram de novo com um Bolsonaro · Imagem: Source: www.metropoles.com

Matheus Leitão

Pesquisas prometeram mudar métodos, mas erraram de novo com um Bolsonaro
Pesquisas prometeram mudar métodos, mas erraram de novo com um Bolsonaro · Imagem: Pesquisas prometeram mudar métodos, mas erraram de novo com um Bolsonaro

05/10/2026 14:41

Pesquisas prometeram mudar métodos, mas erraram de novo com um Bolsonaro
Pesquisas prometeram mudar métodos, mas erraram de novo com um Bolsonaro · Imagem: Source: www.metropoles.com

Pesquisas prometeram mudar métodos, mas erraram de novo com um Bolsonaro

As principais pesquisas chegaram à véspera da eleição com Lula numericamente à frente de Flávio Bolsonaro. As urnas mostraram o contrário. Datafolha e Quaest indicavam uma disputa apertada, dentro da margem de erro, mas nenhum dos dois colocou o candidato do PL na liderança do primeiro turno.

No Datafolha, Lula tinha 45% dos votos válidos, contra 42% de Flávio. Na Quaest, eram 46% a 45%. A AtlasIntel também mostrava o presidente à frente: 47% a 44,1%, com margem de erro de um ponto percentual.

É preciso lembrar o erro crasso das principais pesquisas no primeiro turno de 2022. Jair Bolsonaro recebeu 43,2% dos votos válidos, enquanto o último Datafolha lhe atribuía 36%: uma diferença de 7,2 pontos, muito além da margem de erro de dois pontos.

Desde então, institutos anunciaram ajustes nos métodos para melhorar a precisão dos levantamentos. Ainda assim, Datafolha, Quaest e Atlas chegaram à véspera desta eleição mostrando Lula numericamente à frente — e novamente subestimaram a votação de um Bolsonaro.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

A avaliação recebida pela coluna é de que o voto útil em Flávio ganhou força na reta final e pode ter continuado avançando depois das últimas entrevistas, inclusive no domingo.

O Datafolha já havia registrado um crescimento do senador de 40% para 42% dos votos válidos entre os dois últimos levantamentos. Detectou o movimento, mas ainda mostrava Lula à frente.

Outra hipótese levantada é a existência de um eleitor bolsonarista que não explicitou sua preferência durante a campanha. Discrição política, porém, não prova que esse eleitor tenha escondido o voto dos pesquisadores. Essa explicação ainda precisa ser demonstrada.

O resultado exige uma avaliação dos institutos sobre o que escapou aos levantamentos. O empate técnico admitia a possibilidade de Flávio estar à frente. Mas a fotografia divulgada ao eleitor, nas três pesquisas, ainda trazia Lula em primeiro.