Por estar com a menstruação irregular, ela achou que havia entrado na menopausa

16 set 2026 - 16h08

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- Por: Redação Terra

Resumo

Aos 49 anos, Rosângela Coelho descobriu no sétimo mês de gestação que estava grávida, após acreditar estar em menopausa devido à menstruação irregular; sua filha Helena nasceu saudável em 2016 e transformou sua vida.

Rosângela e Helena vivem juntas atualmente

Foto: Rosângela Coelho/Arquivo Pessoal

Rosângela Coelho não imaginava que voltaria a ser mãe aos 49 anos e já com duas filhas adultas. Prova disso é que em janeiro de 2016, pela menstruação irregular há dois anos, ela procurou um ginecologista para saber se havia entrado na menopausa. Fez os exames, mas não chegou a buscar o resultado.

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Na época, vivia em Pacaembu, no interior de São Paulo, e enfrentava um casamento conturbado, período em que descontou as frustrações na comida e chegou a pesar 102 kg. Em abril, começou a fazer aulas de dança para se exercitar. "Eu dançava que nem uma louca, porque eu amo dançar", lembra ela em entrevista à Crescer.

Meses depois, durante uma viagem a Presidente Prudente para visitar a filha Carolina, Rosangela sentiu algo se mexer dentro da barriga. A sensação a assustou, mas ela não cogitou uma gravidez. Ao retornar para Pacaembu, percebeu diante do espelho que estava 'redonda', mas atribuiu o aumento da barriga ao ganho de peso.

"Eu olhei no espelho de longe e me vi 'redonda'. Só que eu estava passando por um casamento muito tumultuado, muito frustrado, e tinha descontado na comida", conta.

Ao procurar uma unidade de saúde para tentar recuperar o resultado dos exames hormonais, uma enfermeira sugeriu que também fizesse um teste de gravidez. "Eu pensei: 'Nossa, ela está doida, até parece que eu vou engravidar numa idade dessa'". O teste deu positivo e o exame de sangue confirmou a gestação.

Poucos dias depois, Rosangela iniciou o pré-natal e descobriu que a gravidez estava muito mais avançada do que imaginava. O ultrassom apontou que ela já estava no sétimo mês, e a previsão era de parto até 21 de outubro. Como a gestação foi considerada de alto risco, ela precisou alterar medicamentos, fazer acompanhamento cardiológico e viajar cerca de 300 quilômetros até Marília para as consultas e o parto.
Apesar do medo de que os remédios pudessem afetar o bebê, a pressão permaneceu controlada e a criança não teve sequelas. Rosangela também evitou preparar o enxoval até o último mês, por receio de que algo desse errado.
"Eu não comprei nada. No último mês, comprei quatro conjuntinhos para levar para a maternidade", relata. A história acabou mobilizando moradores de Pacaembu, que ajudaram a família com itens para a chegada da bebê.
Na noite de 7 de outubro, cerca de cinco minutos depois de se deitar, Rosangela teve a bolsa rompida. Ela foi levada à Santa Casa de Pacaembu e, como precisaria dar à luz em Marília, transferida de ambulância durante a madrugada, acompanhada por um médico e uma enfermeira. O temor era que as contrações começassem no trajeto e sua pressão subisse.
"Senhor, pelo amor de Deus, não me deixa sentir contração, porque senão eu e minha filha vamos correr risco de morte", lembra que pensava.
A viagem terminou sem intercorrências e, no dia seguinte, ela passou por uma cesárea. Às 13h27 de 8 de outubro de 2016, nasceu Helena, saudável e sem complicações, transformando em realidade uma gravidez que a mãe só descobriu já no sétimo mês.
Atualmente, Rosângela se divorciou e vive com Helena. "O nosso convívio é o melhor possível. Nós nos entendemos tão bem. Eu amo morar com a minha filha, amo a minha vida e a Helena me completa".
Fonte: Portal Terra
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