São Paulo — Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) responsabilizou os motoristas de ônibus pela frota reduzida no último domingo (25/10), dia em que foi realizado o segundo turno das eleições. Segundo declaração do prefeito em coletiva de imprensa após uma agenda no início da tarde desta terça-feira (27/10), a quantidade de ônibus em circulação foi determinada pelo número de motoristas que compareceram após o chamado das empresas.“Veio essa decisão [do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de circulação de 100% da frota], nós rapidamente viemos a dar cumprimento e as empresas começaram a chamar os motoristas para ir trabalhar”, explicou Nunes. Segundo ele, a notificação oficial foi recebida pela prefeitura às 13h10. Vinte e dois minutos depois, às 13h32, o despacho para as empresas responsáveis pelos ônibus da capital já havia sido enviado.“Obviamente, em cima da hora, de sábado para domingo, lembrando que a operação começa meia-noite, as empresas tiveram poucas horas para mobilizar milhares de pessoas. Mas foi feita a solicitação. Só não foi para a rua o ônibus daquele motorista que não veio“, completou.Ainda de acordo com o próprio prefeito, circularam, no domingo, 8.814 ônibus de uma frota de pouco mais de 12 mil veículos — cerca de 71%, mesmo número que havia sido divulgado pelo Metrópoles ainda no dia do segundo turno. Da mesma forma que havia feito ainda durante o período de votação, Nunes reforçou que a oferta de ônibus na capital teria sido “muito maior do que a demanda”.“Alguém ficou sem votar por causa de ônibus? Não. Nós tínhamos a oferta atendendo à demanda? Sim”, afirmou o prefeito. Leia também São PauloNunes diz ter pedido para empresas operarem com 100% da frota de ônibus Minas GeraisAna Elisa rebate Flávio e diz que “única fraude” foi falta de ônibus São PauloJustiça, ônibus parados e filas: a cronologia do caos eleitoral em SP Matheus LeitãoOmissão de Nunes Marques diante da falta de ônibus revolta colegas do STF Frota reduzida levou a ampliação do horário de votaçãoA situação dos ônibus em São Paulo foi um dos grandes marcos desta eleição, tendo sido um dos motivos para a extensão inédita do horário de votação até 19h, duas horas a mais do que o inicialmente previsto, em todo o país.Não só a frota em geral estava circulando com contingente reduzido, mas algumas linhas, inclusive, tinham mais ônibus nas garagens do que em circulação. Foi o caso da linha Vila Carrão – Praça da Sé, atendida por 17 veículos, dos quais só um estava em circulação no início da tarde. No Rio de Janeiro, como comparação, a taxa era de 100% no mesmo horário — os ônibus em manutenção não entram na conta.Os fatos contrariavam de forma direta a determinação da Justiça Eleitoral, emitida na sexta-feira (23/10), de que a prefeitura e a SPTrans mantivessem 100% da frota em operação no domingo, em níveis equivalentes aos de dias úteis.Foi a partir disso que a campanha do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou pedidos no TSE e no Supremo Tribunal Federal (STF) para ampliação do horário de votação, decisão que foi alvo de críticas por parte de apoiadores da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) — ainda que o próprio Flávio também tenha pedido a extensão.










