O líder do movimento Nossa Terra percorreu a pé todo o corredor de Diogo Simão, no distrito de Mé‑Zóchi, levando de porta em porta a sua mensagem de campanha.

“Vamos garantir ensino gratuito desde o jardim de infância até ao 12.º ano e devolver o valor das matrículas já pagas pelos pais neste ano letivo. Quem optar pelo curso de enfermagem na Faculdade Vítor Sá Machado terá igualmente acesso gratuito”, prometeu Abenildo de Oliveira.

Para Syntia Fonseca, mãe de família, a proposta representa um alívio: “É uma ajuda para as mães que não têm condições de matricular os filhos numa escola de formação, ou mesmo no pré‑escolar, ensino básico e secundário. Fiquei muito satisfeita com essa promessa.”

Sob o lema “Reformar com coragem”, alguns jovens manifestam apoio ao projeto do Nossa Terra, que privilegia a atração de investimento privado estrangeiro e identifica o turismo como uma das principais alavancas para dinamizar a economia nacional.

“Nós temos vários recursos naturais, mas o que está mais à mão é o turismo. Se for bem organizado, pode resolver os problemas de desemprego e dos baixos salários”, acredita Nilton Paquete.

“O projeto do partido Nossa Terra abre espaço para investimento, trazendo mais mão de obra e novos postos de trabalho”, acrescentou Ekmilde Castro.

“É preciso tirar do papel o conceito de transformar São Tomé e Príncipe numa plataforma de prestação de serviços e torná-lo realidade. Esse objetivo só será alcançado através de decisões corajosas, reformas estruturais e, sobretudo, da atração de investimento externo”, sublinhou Abenildo de Oliveira.

Criado há poucos meses, Nossa Terra é o único partido novo a concorrer às eleições legislativas e autárquicas deste domingo, não apresentando candidaturas na eleição regional da ilha do Príncipe.

José Bouças

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