Os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) cumpriram neste sábado (3), véspera do primeiro turno, as últimas agendas de rua antes da votação. O presidente, que disputa a reeleição, encerrou a campanha com uma caminhada na avenida Paulista, na região central de São Paulo. Flávio Bolsonaro divide o dia entre dois estados, com uma motocarreata pela manhã entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana, no interior paulista, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), e outra à tarde no Rio de Janeiro.Sábado é o último dia permitido para carreatas, caminhadas e distribuição de material de campanha. A votação acontece neste domingo (4).Na Paulista, Lula esteve acompanhado do candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT) e das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). O petista voltou a apresentar a eleição como uma disputa entre projetos. “De um lado tem a democracia e a soberania, do outro, a barbárie”, afirmou.Durante o discurso, o presidente disse que integrantes do governo presentes no evento são responsáveis por prender o que chamou de “quadrilha da Previdência”, que, segundo ele, teria sido criada no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Também citou o caso Master ao afirmar que os adversários “estão com medo porque a cada hora aparece uma coisa nova”. “Só falta aparecer quem participou da orgia”, acrescentou.Lula declarou ainda que “o povo brasileiro vai derrotar a extrema-direita, os fascistas” e que “do outro lado tem um chefe de quadrilha”. Segundo ele, os adversários “acabaram com tudo e nós reconstruímos”. Como promessa para um novo mandato, citou uma “revolução educacional e tecnológica” no país.Sobre a mobilização da reta final, o petista disse que “a Paulista não é da direita, é do povo brasileiro” e repetiu o apelo para que eleitores com mais de 70 anos compareçam às urnas. A caminhada encerrou a agenda oficial de campanha de Lula antes do primeiro turno.Flávio Bolsonaro, por sua vez, concentrou as críticas no Congresso Nacional. Depois da motocarreata, o candidato afirmou que o Legislativo tenta “antecipar pautas que deveriam ser discutidas após as eleições” e que estaria “capturado” pelo governo e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).A principal bandeira do governo Lula no Congresso, neste momento, é a redução da jornada de trabalho. O Senado deve analisar na próxima semana a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1, de seis dias de trabalho e um de descanso. O texto reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salário.O candidato do PL também sinalizou uma possível reforma do Judiciário, especialmente no STF. Para ele, os ministros da Corte não podem ser “agentes políticos” do governo Lula. “Temos que ajustar muitas coisas em Brasília”, disse, ao avaliar que há um completo desequilíbrio entre os Poderes.“Em nosso governo, as instituições voltarão a respeitar a Constituição”, declarou Flávio, que disse ainda querer “fazer um governo de pacificação”.De São Paulo, o candidato seguiu para o Rio de Janeiro, estado pelo qual é senador. Segundo a agenda divulgada pela campanha, a motocarreata está marcada para as 15h, com concentração na Estrada Professor Daltro Santos, em Campo Grande, e chegada à Praça da Fé, em Bangu, ambos na zona oeste da capital fluminense.Ronaldo Caiado (PSD) encerra a campanha em Goiás, estado que governou. Às 17h, o candidato faz uma caminhada a partir da Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade, na região metropolitana de Goiânia. O interior paulista recebe Augusto Cury (Avante), que fez pela manhã o que a campanha chamou de “caminhada pela pacificação” em Colina. Depois do ato, o candidato voltou para Ribeirão Preto, sem outras agendas públicas previstas.Renan Santos (Missão) também dividiu o sábado entre duas cidades de São Paulo. Ao meio-dia, esteve no Panteão dos Andradas, no centro de Santos. Na capital, a campanha marcou para as 15h a concentração na Praça da Liberdade, com caminhada até o Largo São Francisco, evento divulgado como o último ato do candidato. Às 18h, ele participa de um podcast.🗳️Eleições 2026: leia todas as notícias sobre a disputa🤳🏽Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp 📲








