A técnica de enfermagem de 46 anos enforcada com o cabo de carregador de celular convive com as marcas da agressão no corpo e na mente. A profissional de saúde foi atacada por uma paciente de 54 anos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Riacho Fundo II, na terça-feira (29/9). O ataque levantou novamente o debate sobre a adoção do botão do pânico.Veja:4 imagensFechar modal.1 de 4Técnica de enfermagem é enforcada com cabo de celular dentro de UPA no DFMaterial cedido ao Metrópoles2 de 4A profissional de saúde foi atacada por uma pacienteMaterial cedido ao Metrópoles3 de 4O Coren-DF cobra a adoção de uma política antiviolência na rede públicaMaterial cedido ao Metrópoles4 de 4Uma medida levantada pelo órgão é o uso do botão do pânicoMaterial cedido ao MetrópolesApós o episódio de agressão, o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) cobrou medidas de segurança do Instituto de Gestão Estratégica do DF (Iges-DF), responsável pela gestão das UPAs, do Governo do Distrito Federal (GDF) e da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF).“Nós pedimos o botão do pânico, há mais ou menos dois anos, para ver se as pessoas poderiam chamar o socorro”, pontou o presidente Coren-DF, Elissandro Noronha. Para o representante da categoria, a rede pública precisa de uma política antiviolência dentro da rede pública.“Até quando a enfermagem terá que suportar a violência no exercício da profissão? Até onde pode chegar a ira de alguém que não conseguiu atendimento?”, questionou o presidente Coren-DF. “Basta de violência! A enfermagem está na linha de frente para cuidar e também deve ser protegida”, afirmou. Leia também Distrito FederalFalta de energia afeta funcionamento de alas do Hospital de Base do DF Distrito FederalTécnica de enfermagem é enforcada por paciente com cabo de celular em UPA O conselho também pediu a regulamentação das leis nº 7.743/2025 e 7.934/2026. A primeira lei foi sancionada em setembro de 2025 e determina o uso de serviços especializados de vigilância privada nas unidades públicas de saúde do DF. Já a segunda cria o Programa de Proteção e Segurança Integral aos Profissionais de Saúde no DF.Segundo o Iges-DF, a profissional precisou ser socorrida e ajudada por outros colegas que estavam de plantão. A técnica de enfermagem optou por não se identificar.“A equipe assistencial interveio imediatamente para interromper a agressão e preservar a segurança da profissional e dos demais presentes. A paciente, que apresentava um quadro de agitação, foi contida pela equipe e permaneceu sob cuidados assistenciais para avaliação e acompanhamento”, explicou o instituto.AfastamentoA gestão da unidade de saúde informou que a profissional agredida foi acolhida e atendida pela equipe médica. Após o episódio, ela foi afastada das atividades. O Iges-DF afirmou ainda que tomou todas as providências cabíveis e relatou ter registrado boletim de ocorrência pela agressão cometida.Segundo o Iges, o instituto tem tomado medidas para reforçar a segurança dos colaboradores e conscientizar os pacientes.“O IgesDF destaca ainda que já vinha programando e adotando medidas para ampliar a prevenção e a segurança dos colaboradores nas unidades, incluindo ações de orientação, conscientização e reforço dos fluxos de atendimento diante de situações de violência.”O instituto ressaltou não compactuar com qualquer forma de violência contra seus profissionais e reforça que situações dessa natureza são tratadas com seriedade, com adoção das medidas necessárias para proteger colaboradores, pacientes e acompanhantes.












