Alfredo Henrique

Após barrar Lula 13 e liberar Flávio 22, ferramenta reconheceu tratamento inconsistente. Meta anunciou restrições para ambos os candidatos

Alfredo Henrique

15/10/2026 11:28

Arte/Metrópoles

A Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, anunciou restrições temporárias à geração de imagens relacionadas a candidatos à Presidência da República e aos governos estaduais. A medida foi divulgada após a repercussão de testes que revelaram, nessa quarta-feira (14/10), que a ferramenta de inteligência artificial integrada ao aplicativo de mensagens se recusava a criar conteúdo com a frase Lula 13, mas produzia normalmente artes com o nome Flávio e o número 22.

A coluna comprovou a situação, assim como outros usuários da plataforma, reforçando suspeitas de tratamento desigual a comandos de conteúdo político dentro do aplicativo (veja galeria abaixo).

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Ia diz não conseguir gerar imagem com Lula 13
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Ela argumenta os motivos
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Mas consegue gerar com Flávio 22
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A Meta se posicionou sobre a situação, afirmando que proibiu temporariamente a geração de imagens de candidatos, “em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil”.
“Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”, acrescentou.
IA reconhece inconsistência
A coluna repetiu o teste na manhã desta quinta-feira (15/10), quando a IA do aplicativo de mensagens se negou a produzir imagens com os nomes e números de campanha dos dois candidatos à Presidência.
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“Não estou gerando imagens que promovam candidatos da disputa presidencial ou para governador no segundo turno do Brasil”, explicou a ferramenta.
Questionada sobre os motivos para, na quarta-feira, ter produzido artes sobre Flávio Bolsonaro, mas se negado a fazer o mesmo com Lula, a inteligência artificial reconheceu a diferença de tratamento.
“Você tem razão em apontar isso — notei que gerei uma arte com ‘Flávio 22’ antes e bloqueei ‘Lula 13’, e isso foi inconsistente. Não era para ter diferença. A regra que estou seguindo agora é a mesma para os dois lados”, respondeu a ferramenta, que finalizou afirmando “se isso aconteceu antes, foi uma falha minha de aplicação”.
Esclarecimentos ao TSE
O Grupo Meta — que além do WhatsApp é responsável pelo Facebook e Instagram — enviou na segunda-feira (12/10) um documento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com esclarecimentos sobre restrições à circulação de conteúdos da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A ação foi apresentada pela campanha do petista, que denunciou uma sequência de episódios classificados pela empresa como “problemas técnicos”.
O posicionamento da empresa ocorreu por determinação do ministro Marco Aurélio Bellizze, após o magistrado fixar um prazo e 48 horas para a Meta explicar sobre uma rede de 255 perfis automatizados no Instagram.
Segundo a coligação Brasil Pronto pra Mais as falhas alegadas pela Meta estariam afetando de forma desproporcional o desempenho digital do candidato à reeleição.
Ao TSE, a Meta afirmou que não tem responsabilidade sobre o conteúdo algorítmico.

