A falência da Oi pode envolver ainda mais pessoas e empresas que aguardam pagamentos da operadora. A lista atualizada do processo deve ultrapassar 180 mil credores , segundo estimativas da administração judicial responsável pelo caso. O número representa um crescimento em relação aos 164 mil credores registrados em agosto de 2026 , na reta final da segunda recuperação judicial. A falência, decretada originalmente em novembro de 2025 e confirmada em agosto deste ano, é supervisionada pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Apesar da estimativa, a relação definitiva ainda não foi publicada. Portanto, a quantidade de pessoas e empresas envolvidas ainda pode mudar. Quem são os credores da Oi? A lista reúne diferentes categorias de credores, com direitos e prioridades de pagamento definidos pela legislação. Entre as obrigações da operadora, estão dívidas com trabalhadores, fornecedores e prestadores de serviços . Uma das discussões envolve justamente a classificação desses valores. A Oi defende que novembro de 2025 seja utilizado como referência para diferenciar as dívidas sujeitas às regras gerais da falência daquelas que possuem prioridade de pagamento. Enquanto isso, a administração judicial trabalha na atualização dos valores devidos e na criação de canais de atendimento e de uma plataforma para que os credores possam verificar seus créditos. A dimensão do problema também aparece nos indicadores financeiros. Em março de 2026, o patrimônio líquido da companhia era negativo em mais de R$ 22,6 bilhões , ou seja, suas dívidas e outras obrigações superavam o valor de seus bens e direitos. O montante exato das dívidas incluídas na falência ainda está sendo apurado. Dinheiro pode acabar antes dos pagamentos Além da quantidade de credores, a Oi enfrenta dificuldades para manter dinheiro disponível em caixa . Segundo projeções apresentadas à Justiça, a operadora poderia encerrar setembro com aproximadamente R$ 15 milhões disponíveis. Em um dos cenários analisados, sem novas vendas de ativos, esse montante cairia para apenas R$ 10 mil ao final de outubro . A situação ameaça especialmente o cumprimento de um acordo trabalhista que prevê cerca de R$ 72 milhões em verbas rescisórias , referentes a aproximadamente 880 demissões já realizadas e outras 100 programadas. A primeira parcela, de R$ 12 milhões, deveria ter sido paga em setembro , mas o compromisso não foi cumprido. Para enfrentar o problema, a administração judicial solicitou a liberação de aproximadamente R$ 30 milhões depositados em uma conta judicial e mudanças no acordo negociado com os sindicatos. Também pediu agilidade na venda da Oi Soluções, considerada importante para reforçar o caixa. Mesmo com essas medidas, ainda não há garantia de que a operadora conseguirá reunir dinheiro suficiente para cumprir todas as obrigações trabalhistas. Enquanto isso, uma operadora recebeu autorização da Anatel e vai [object Object] .






