O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, informou nesta sexta-feira (18) que não vai enviar recursos militares ao Oriente Médio, sob a justificativa de evitar arrastar o país para um conflito. No entanto, o líder afirmou que o país avalia a possibilidade de desempenhar um papel maior na proteção da navegação na região. No Conexão Record News, o professor de relações internacionais Kleber Galerani analisa a posição do país. Enquanto uma presença maior no conflito poderia acirrar as disputas com a vizinha Coreia do Norte, ao negar participação, o país se indispõe com seus aliados ocidentais. Seul resiste aos apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para apoiar Washington mais ativamente na guerra contra o Irã. O governo sul-coreano analisa um possível destacamento militar no estreito de Ormuz para proteger a navegação comercial, mas a ideia se mostra impopular internamente. “A Coreia do Sul é um dos poucos países do mundo que conseguiu transitar de um estágio de subdesenvolvimento, de uma pobreza muito acentuada, e, num curto período de tempo, conseguiu chegar a ser uma das nações mais desenvolvidas do mundo”, destaca Galerani. “Isso não é por acaso, é fruto de apoio ocidental, principalmente o apoio norte-americano. E, no momento em que os Estados Unidos precisam desse determinado apoio, e é uma cobrança de forma direta por parte do presidente norte-americano, Seul fica numa situação bastante desconfortável.”Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!



